Validação
Fotopletismografia funciona pior em pele mais escura. É um problema conhecido, historicamente subtestado, e medimos o nosso desempenho ao longo de toda a escala Fitzpatrick.
PPG funciona emitindo luz na pele e medindo quanto retorna. A melanina absorve luz — especialmente nos comprimentos de onda mais curtos, como o verde usado na maioria dos sensores de pulso.
Quanto mais melanina, menos sinal chega ao fotodetector. Menos sinal significa pior relação sinal-ruído, e o erro cresce.
Isso não é hipótese: revisões da literatura documentam desempenho inferior de oximetria em pacientes de pele escura, inclusive em ambiente hospitalar, com consequências clínicas reais durante a pandemia.
Recrutamos com estratificação explícita pela escala Fitzpatrick, garantindo representação em todos os seis tipos — não a distribuição de conveniência que costuma sobrerrepresentar tipos I a III.
| Fitzpatrick | Participantes |
|---|---|
| I–II | 58 |
| III–IV | 124 |
| V | 76 |
| VI | 54 |
Em repouso, a diferença é pequena. Em exercício intenso, cresce:
| Condição | Fitz. I–III | Fitz. V–VI |
|---|---|---|
| FC em repouso | ±2 bpm | ±2 bpm |
| FC em exercício | ±5 bpm | ±8 bpm |
| SpO₂ | ±2 p.p. | ±3 p.p. |
Usamos quatro comprimentos de onda em vez de um justamente para compensar: os canais infravermelhos sofrem menos absorção por melanina e sustentam a leitura quando o verde perde sinal.
A diferença diminuiu, mas não zerou. Enquanto existir, ela fica publicada aqui e em limitações conhecidas.